Top 10: fatos curiosos sobre a história de Maria Antonieta. Você conhece todos?

Que Maria Antonieta foi (e é) a rainha mais conhecida da história da França, todos já sabem. Uma mulher que deixou seu país ainda muito jovem para servir de instrumento estratégico entre duas nações até então rivais; que enfrentou a rejeição da família real francesa por sua nacionalidade, que tinha um gosto peculiar, que ditou moda, que fez amigos e inimigos, que influenciou o rei em decisões políticas e militares; sofreu a resistência da imprensa e teve sua imagem duramente desconstruída pela imprensa da época. Foi mulher, esposa, rainha, mãe. Amou e foi amada (e também odiada), morreu de forma trágica e entrou para a história como uma das mulheres mais emblemáticas de todos os tempos. Pesquisamos mais de cem curiosidades sobre ela e selecionamos aqui, algumas delas para você. Boa leitura!

1 – Muito além de Maria Antonieta

Ela ficou conhecida na história como Maria Antonieta, porém seu nome completo era Marie Antoinette Josèphe Jeanne de Habsbourg-Lorraine. Chic, não?

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2 – Ela não era francesa

Apesar de nem todos saberem, Maria Antonieta não nasceu na França. Ela era austríaca, nasceu em 2 de novembro de 1755 e era a penúltima dos 16 filhos dos imperadores da Áustria, Francisco I do Sacro Império Romano-Germânico, e da Imperatriz Maria Teresa da Áustria e só se mudou para a França em 1770, aos 14 anos devido ao casamento com o Delfim Luís Augusto (futuro Luís XVI), então com 15 anos. Ela se tornaria rainha cinco anos depois.

3 – Não se casou na França

Cerimônia de casamento na Capela Real, em Versalhes.

Maria Antonieta e Luís XVI casaram-se em 19 de abril de 1770, por procuração em Viena (sem a presença do noivo). Dois dias depois, ela deixou a Áustria em direção à França, de onde nunca mais sairia. Em 16 de maio de 1770, ela e Luís realizaram uma cerimônia para confirmar o casamento na Capela Real, em Versalhes (imagem acima).

4 – A rainha avestruz

Panfleto retratando Maria Antonieta como “avestruz”. British Museum – Londres

O termo “bullyng” nem existia na época mas quando chegou à Versalhes em 1770, Maria Antonieta não foi bem recebida pela sociedade e por parte da família real por conta de sua nacionalidade. Há muito que a França e o Sacro-Império eram rivais e agora com o casamento, se tornariam aliados contra a Inglaterra.

Rapidamente se espalhou pela corte um boato de que ela seria uma espiã “infiltrada” ali para transmitir à Áustria, segredos políticos e bélicos da França.

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Entre outros apelidos que ganhou, Maria Antonieta era chamada pejorativamente de “a austríaca”, do francês ”l’autrichienne”. O título funcionava como um jogo de palavras que na verdade tinha mais de um sentido: se dividirmos a palavra,”l’autre chienne”, pode ser traduzido como “a outra cadela”, como também “avestruz” (l’autruche).

Posteriormente, já na idade adulta, circularam ainda desenhos de cunho pornográfico, buscando denegrir a imagem da rainha.

5 – Parentesco com a Imperatriz do Brasil

Para quem gosta de árvores genealógicas, os pais de Maria Antonieta eram bisavós da primeira imperatriz do Brasil, Maria Leopoldina da Áustria (nascida em 22 de janeiro de 1797), que foi casada com D. Pedro I e mãe de D. Pedro II. Portanto, Maria Antonieta foi tia-avó de Maria Leopoldina.

6 – Um vilarejo só para ela

Umas das extravagâncias da rainha foi a construção, entre 1782 e 1783, de um vilarejo dentro de Versalhes, próximo ao Petit Trianon, que imitava o estilo de vida das habitações camponesas do interior do país, onde ela e seus amigos poderiam se vestir de forma simples e fugir de todo o protocolo do dia-a-dia da corte. O local lembra em tudo uma pequena aldeia, com plantações, criação de animais e um riacho que corta a propriedade. O interior das casas não era tão simples assim e ali pode-se ver a opulência das acomodações.

Baseada em uma pintura de Hubert Robert e projetada por Richard Mique, a vila ficou conhecida como Hameau de la Reine (algo como “Aldeia da Rainha”). Essa busca por uma vida simples, inspirada no mito da Arcádia de Virgílio e Teócrito, foi considerada escandalosa e inadequada para uma rainha.

7 – Que comam brioches

Na primavera de 1775, o criticado programa econômico do ministro das finanças Jacques Turgot, levou a graves distúrbios, com a eclosão de motins em toda a França, conhecidos como a “Guerra da Farinha”.

Foi nessa ocasião que se atribuiu falsamente a Maria Antonieta tal frase “Se eles não tem pão, que comam brioches”, se referindo ao povo, que não tinha pão pra saciar sua fome.

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Segundo historiadores, ela jamais fez tal declaração. Essa fake news (sim, isso já existia naquela época) teria sido espalhada pela imprensa e por opositores para associar a imagem da rainha à crise pela qual a França atravessava.

8 – Maternidade

Dos quatro filhos de Maria Antonieta e Luis XVI, somente a primeira filha do casal, a princesa Maria Tereza Carlota, nascida em 1778 chegaria à vida adulta.

Após ser mantida em cárcere durante a Revolução Francesa, assim como sua mãe, ela foi finalmente posta em liberdade em 1795, aos 17 anos e posteriormente se casou com seu primo, o príncipe Luís Antônio, Duque de Angoulême.

Maria Tereza morreu em outubro de 1851, aos 72 anos.

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O pequeno Luís Carlos (Luis XVII), nascido em 1785, foi separado da mãe e também mantido na prisão, durante a Revolução Francesa onde acabou morrendo aos 10 anos de idade devido aos maus-tratos recebidos.

Quanto aos outros dois filhos, Luis José (1781), faleceu aos 7 anos em decorrência de uma tuberculose e Maria Sofia (1786), aos 11 meses de vida, devido ao nascimento prematuro.

Uma informação pouco conhecida, entretanto, é que Maria Antonieta também foi mãe adotiva. Ela tomou para si uma das filhas de uma criada falecida e os três filhos órfãos de um porteiro de Versalhes.

O amor pelas crianças foi o que a impediu de fugir da França sozinha, quando teve a oportunidade, durante a Revolução Francesa. “Não teria nenhum prazer no mundo se os abandonasse”, teria dito ela na ocasião.

9 – O colar da discórdia

Cartaz da peça de teatro que retratava a história do roubo do colar de diamantes.

Em 1785, um escândalo conhecido como “O Caso do Colar” chocou a corte francesa, e futuramente seria usado como combustível para desacreditar a Monarquia Francesa. Tudo começou com a aquisição de um colar de diamantes no valor de 1.6 milhão de libras (cerca de US$ 10 milhões) pela condessa La Motte-Valois, supostamente para a rainha. Na realidade, era para ela mesma (a condessa) e seus cúmplices. Embora a fraude tenha sido descoberta e a rainha se mostrasse inocente, o episódio arranhou seriamente a imagem da monarquia e se tornou um dos fatores que levaram à dissolução da velha ordem e à Revolução Francesa. O caso repercutiu tanto que até foi retratado em uma peça de teatro na época.

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10 – Enterrada duas vezes

Estátuas representando Luís XVI e Maria Antonieta, na Basílica de Saint-Denis. Foto: Pinterest

Maria Antonieta morreu no dia 16 de outubro de 1793. A rainha foi guilhotinada na Place de La Concorde sob o olhar de milhares de populares e enterrada no cemitério La Madeleine, que foi extinto em 1794 (ficava atrás da igreja de mesmo nome). Antes de ser enterrada em uma cova sem identificação, ela teve seu rosto moldado em cera por Marie Grosholtz – mais tarde conhecida como Madame Tussaud (a mesma que fundou o museu de cera em Londres).

Posteriormente, em 1815 seus restos mortais, juntamente com os de Luís XVI, foram transferidos para a Basílica de Saint-Denis, no subúrbio ao norte de Paris, onde repousam até hoje.

Conhece mais alguma curiosidade que não citamos neste artigo? Conte para nós, nos comentários.

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Meu nome é Rogerio Moreira, além de jornalista, sou publicitário e estudei em instituições como PUCC, Unicamp e FGV. Apaixonado por história, acredito que o estudo de nosso passado nos ajuda a entender como nos tornamos o que somos hoje. Nesse blog, busco reunir e compartilhar curiosidades e histórias incomuns sobre Paris e a cultura francesa. Dessa forma pretendo mostrar o lado quase que desconhecido da cidade, fora dos roteiros turísticos tradicionais. Vamos comigo nessa viagem?

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